quarta-feira, 17 de março de 2010

Viagem Através do Tempo...

Seja você um cientista, filósofo, pensador e escritor, ou mesmo um leigo curioso, você provavelmente já parou para pensar sobre o por quê do tempo, sua natureza ou sobre o seu implacável e ininterrupto avançar. Não foram poucos os livros escritos sobre o desejo humano de parar, reverter ou até mesmo de se adiantar no tempo. A viagem através do tempo tem sido a fantasia da busca pelo que já aconteceu, está acontecendo ou pelo que ainda nos acontecerá, no futuro. Isso tem sido tema de muita reflexão e de muitos escritos de ficção ao longo da existência humana. Seja o homem um investigador policial, um estudante, um empresário, um lavrador, um estadista ou mesmo uma dona de casa, o assunto “viagem através do tempo” sempre foi, é, e continuará sendo um assunto por demais apetitoso à nossa imaginação.

É impressionante como tem surgido, ultimamente, romances e filmes de ficção do tipo que “transporta” o leitor ou o espectador para o passado, para o futuro ou simplesmente para um espaço curiosamente diferente da nossa realidade! Mas, não obstante o latente e insistente desejo humano de dominar e domar o tempo, ele está aí e continuará correndo, em todo o universo, tal como Deus o estabelecera. A metafísica de espaço-tempo de Einstein o considera mais rápido, ou mais lento, em diferentes localizações e em função da massa, velocidades e energias de um super astro em movimento, a grande verdade é que o tempo, ainda que com possíveis variações, ele continua correndo e sempre numa única direção: Do presente para o futuro.

William Shakespeare disse certa vez que: “Há mais mistérios entre o céu e a terra do que imagina a nossa vã filosofia!” De fato; mesmo o passado, o presente e o futuro nos escapam à nossa ínfima capacidade de análise e de definição! Por exemplo; como podemos dizer que existe um tempo chamado “futuro”, se ele ainda não chegou? E quando chegar, quanto tempo durará como presente? O que é o “presente”, afinal? Quanto mede, ou, qual a sua duração? No exato momento em que paramos para definir o “agora” como o nosso presente, esse “agora” já se foi e já entrou para o passado, de onde nunca mais retornará! A rigor, diríamos que o futuro não é mais do que a simples expectativa do presente, e que o presente é apenas e tão somente uma transição (com duração infinitesimal!) do futuro para o passado. Na verdade, só o passado existe... Em nossa memória, e só pode ser evidenciado através das nossas realizações e conquistas. E, curiosamente, não temos o menor controle sobre esse único tempo que poderíamos dizer que existe; o nosso passado!

O que passou, passou; e, como diz o velho adágio: “Águas passadas não tocam moinho”. Não podemos mexer no futuro, pois esse ainda não nos veio às mãos, e nem desfazer ou reparar o passado, que já se foi; sim, é verdade; mas nós podemos (e devemos!), nesse presente contínuo, agir de tal forma que o futuro seja grandemente influenciado e até direcionado pelas nossas ações no presente momento. Como disse Peter Drucker: “A melhor maneira de ‘prever’ o futuro é moldando-o você mesmo, hoje!” A preguiça, e a idéia de “matar o tempo”, é apenas e tão somente loucura! Ele é quem silenciosa e inevitavelmente acabará com toda matéria existente! Nada e nem ninguém, dentro desse nosso universo, escapa às suas garras!

Alguém já disse que a única razão para a existência do tempo, no universo em que vivemos, seria o cuidado do Criador, para que não nos acontecesse tudo de uma só vez. De fato, o Criador foi extremamente bondoso e misericordioso em nos dar um “futuro – aqui” apenas de projeções em função da nossa visão do nosso passado; um “presente” de dimensão infinitesimal para que possamos suportar a dor de nossos fracassos, e, um “passado” que é constantemente afastado de nós e varrido pela ininterrupta chegada do futuro! Assim, todo aquele que lançou o seu fardo aos pés de Jesus pode fazer como nos ensinou o apóstolo Paulo: “...uma coisa faço: Esquecendo-me das coisas que para trás ficam e avançando para as que diante de mim estão, prossigo para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus.” Filipensses 3:13,14

Amém!

by, Enih Gil’ead

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