sábado, 27 de fevereiro de 2010

Intelectualidade ou Anti-Intelectualidade Cristã?

Com referência ao artigo no blog do Wilson, em http://teologiainteligente.blogspot.com/2010/02/igreja-lugar-de-sabios-ou-de.html (vale a pena ler!), eu diria que a abordagem desse tema sempre foi e ainda é oportuna. Porém, eu não estressaria sobre o termo “intelectualidade”, ou, “anti-intelectualidade”, pela simples razão da falta de intelectualidade do povo em geral para captar, ainda que a essência, da comunicação. Uma abordagem mais direta e eficiente talvez fosse falar sobre o interesse ou desinteresse para o estudo. Ninguém é intelectual se não for um estudioso e um pensador, e, para se chegar à intelectualidade, o princípio é estudar e pensar sobre o que se está estudando. Intelectualidade nada mais é do que a alimentação e o exercício da razão.

Em Rm. 12:1 nós vemos o escritor sagrado pedindo, literalmente “pelo amor de Deus!”, para que os irmãos sacrificassem de si (envolvimento físico), e que prestassem a Deus um culto racional, com a razão, com o entendimento, com o intelecto: “¶ Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional.” E, em I Pedro 2:2 temos a advertência para que desejemos, com empenho, “o leite racional” ou, a alimentação sadia da nossa razão para que, por isto, estejamos crescendo na intelectualidade do nosso culto a Deus: “Desejai afetuosamente, como meninos novamente nascidos, o leite racional, não falsificado, para que por ele vades crescendo;”

O temor do Senhor é o princípio da [verdadeira] sabedoria. O nosso Deus nunca se agradou do culto de tolos, de insensatos e nem de incultos. O Criador do universo é grande demais para se “amedrontar” com as nossas interrogações e questionamentos, sejam eles no campo da ciência, da teologia, da vida social, política ou seja lá o que for. Se o grande rei Salomão desagradou a Deus, não foi por sua intelectualidade, e sim, por não obedecer a três mandamentos muitíssimo claros e simples, conforme vemos em Deut. 17:16-18 que são: Não multiplicar para si cavalos, nem mulheres, e nem ouro.

A Igreja tem que se posicionar é contra a desobediência e contra o pecado; e não contra a ciência ou contra a intelectualidade!

27/02/2010 - Enih Gil’ead

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Insatisfeitos Com o Cristianismo Atual

(Carta a uma irmãzinha muito querida em Cristo Jesus)

Acil,
Shalom!

Por enquanto eu ainda não tenho me prontificado a responder a todo o que me escreve, no blog, porque eu ainda não entendi muito bem a mecânica e nem os propósitos dessa nova (pra mim) forma de comunicação; mas, teve uma coisa que li no teu blog que me chamou muito à atenção... Você diz que “tem vivido totalmente insatisfeita com o cristianismo atual...”! Achei isso muito curioso porque, pelo que vi na tua foto, você é uma pessoa bastante jovem e, como tal, não tem porque sofrer de “saudosismo” ou com a “diferença de padrões” como nós, os mais velhos!

Tudo bem, a citação de Rm. 12:2 nos que diz: “... não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento...”; mas, isso está nos advertindo é para não nos conformarmos com este mundo, sem Jesus, e não para não nos conformarmos com a Igreja atual, a qual Deus vê como “sem ruga e nem mácula” e a qual pertence única e exclusivamente ao nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo!

Sabe, Acil; eu tinha praticamente a idade que você tem hoje quando eu ouvi do Frei Leonardo Boff, que estava sendo severamente criticado pela sua (então nova) teologia e pelas suas inconformidades com a Igreja Católica, um frase que eu nunca esqueci: “Eu prefiro seguir com a igreja, a caminhar só, com a minha teologia”! Ou, eu acrescentaria, “a romper com a IGREJA e criar eu mesmo ‘mais uma’ igreja!”

Eu hoje já estou indo para a casa dos 60 anos e eu já vi, provavelmente bem mais do que você, muitos “disparates” acontecerem com e no meio das igrejas que compõe a Noiva de Cristo; mas, por mais que os “missionários do inferno” tenham tentado minar os muros, eles jamais conseguiriam prevalecer contra a Porta da Igreja!

Sem dúvida alguma que o lugar mais seguro para o crente, ainda é dentro da Igreja!

“Não deixemos de congregar-nos, como é costume de alguns; antes, façamos admoestações e tanto mais quanto vedes que o Dia se aproxima.” Heb. 10:25


24/02/2010 – Enih Gil’ead

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Falhas, Erros e Gafes!

Para nós escritores, ou, melhor dizendo, para nós que gostamos de escrever, os erros de Português sempre foram uma espécie de “calcanhar de Aquiles”; o nosso ponto fraco; por mais que tentemos evitá-los, eles sempre estarão aí minando a força da nossa comunicação e nos expondo à crítica dos que nos leem! Há poucos dias, trocando umas idéias com uma amiga, também escritora e que já tinha obras publicadas através de uma editora na qual estou entrando agora, ela me advertia: “... só toma muito cuidado com os erros de escrita ...!”


De nada adianta nos escusarmos repetindo o já malhado rifão que diz: “O erro é próprio do ser humano!” ou, “Se a gente não errasse, a vida não teria graça!” A grande verdade é que nós, “simples seres que escrevem” depois de fazermos o melhor que podemos, temos mais é que nos conformar com a nossas limitações e, quando possível, até nos alegrar e nos divertir com o resultado! Como eu costumo dizer, "Esse é justamente o encanto de se morar num país tropical... Todo mundo 'tropica' em alguma coisa... E vamos que vamos!"


23/02/2010 – Enih Gil’ead

Falhas, Erros e Gafes!

Para nós escritores, ou, melhor dizendo, para nós que gostamos de escrever, os erros de Português sempre foram uma espécie de “calcanhar de Aquiles”; o nosso ponto fraco; por mais que tentemos evitá-los, eles sempre estarão aí minando a força da nossa comunicação e nos expondo à crítica dos que nos leem! Há poucos dias, trocando umas idéias com uma amiga, também escritora e que já tinha obras publicadas através de uma editora na qual estou entrando agora, ela me advertia: “... só toma muito cuidado com os erros de escrita ...!”

De nada adianta nos escusarmos repetindo o já malhado rifão que diz: “O erro é próprio do ser humano!” ou, “Se a gente não errasse, a vida não teria graça!” A grande verdade é que nós, “simples seres que escrevem” depois de fazermos o melhor que podemos, temos mais é que nos conformar com o resultado e, quando possível, até nos alegrar e nos divertir com o resultado! Como eu costumo dizer, "Esse é justamente o encanto de se morar num país tropical... Todo mundo 'tropica' em alguma coisa... E vamos que vamos!"

Em Quê Consiste a Alegria de Viver?

Esta é uma daquelas perguntas que todo ser humano já fez, está fazendo, ou ainda fará a si mesmo. Do início até ao final da vida, todos nós, consciente ou inconscientemente, estamos constantemente tomando decisões que, conforme acreditamos, nos trarão bem estar, alegria e nos farão felizes; no entanto, poucos (mas muito poucos mesmo!) param para meditar e para definir em que consiste a alegria e a felicidade para si, na sua realidade local, social, cultural e financeira.

Apesar de termos que admitir que a sensação de bem-estar, que muitas vezes definimos como “felicidade”, é algo abstrato e até filosófico, bastar-nos-ia uma rápida reflexão para que qualquer de nós concluísse que a nossa alegria (sensação ‘eufórica’ momentânea), ou que a nossa felicidade (sensação de harmonia e bem-estar relativamente estável), depende diretamente da faixa etária e das condições que vivenciamos no momento. Para um recém nascido, a felicidade bem poderia ser definida como um cheiroso banho, roupas limpas, uma substancial mamadeira e o colo da mãe, ao passo que para uma criança de 10 anos de idade, a felicidade já se tornaria um tanto mais complexa e poderia, talvez, ser a espera e a chegada do pai (ou da mãe), no final do dia, a hora do recreio, na escola, o dia do seu aniversário e assim por diante. Para um adolescente, a felicidade poderia ser o encontro com a(o) namorada(o), as férias escolares, a formatura. Depois viria um belo carro, o casamento, sucesso pessoal, aquisições, viagens e lazer invejáveis, o casamento dos filhos, a chegada dos netos, aposentadoria, enfim, uma interminável lista de coisas, momentos, eventos e condições que são comumente considerados como fontes de prazer e também como condições para a felicidade do homem.

Muito embora todos já tenhamos ouvido que a verdadeira felicidade não consiste no “ter”, e sim no “ser”, parece que o consenso geral é de que o importante é primeiro “ter” toda sorte de bens e, depois, “ser” feliz. A princípio a idéia não está de todo errada, porque não há nada de mal em termos e em possuirmos bens materiais e nem em desfrutarmos dos bens que possuímos; o grande problema é que nada no universo é ou vem de graça, sem qualquer custo; e muitos, na ânsia do “ter”, literalmente se vendem, vendem a família, os amigos, vendem o seu tempo de descanso necessário, trocam tudo, todos e qualquer coisa por dinheiro, posses, poder, influência. E depois de tudo gasto, tudo vendido, essa pessoa vai ser feliz quando? Feliz com o quê? E, o que é pior, feliz com quem?

Muitas pessoas se iludem, constantemente, tentando acreditar que, apesar de hoje não, amanhã elas serão felizes... Acontece que dificilmente alguém poderá ser feliz amanhã, se não estiver sendo feliz hoje! Feliz consigo mesmo, feliz com a família, feliz com os amigos, feliz com o Criador. Deus, quando nos fez, Ele não nos preparou para sermos máquinas insensíveis que trabalhasse dia e noite, sem descanso, sem refrigério, máquinas implacáveis e que trucidem umas às outras, máquinas insaciáveis e irracionais!

Usando a razão e também a fé, é importante que consideremos o relato bíblico que diz que a nossa comunhão com o Criador e a nossa felicidade, conforme planejada por Deus, foram interrompidas em consequência da entrada do pecado na raça humana. Uma vez isso posto, é fácil concluirmos que a verdadeira felicidade depende, primeiramente, da restauração da nossa comunhão com Deus, o nosso Criador; e, depois, da nossa comunhão com os familiares, com os amigos, sem esquecermos do cumprimento das nossas obrigações e responsabilidades, sejam elas familiares, sociais, éticas ou profissionais.

Se o princípio da felicidade é ser feliz, então, seja feliz... Hoje!

by, Enih Gil’ead