terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Em Quê Consiste a Alegria de Viver?

Esta é uma daquelas perguntas que todo ser humano já fez, está fazendo, ou ainda fará a si mesmo. Do início até ao final da vida, todos nós, consciente ou inconscientemente, estamos constantemente tomando decisões que, conforme acreditamos, nos trarão bem estar, alegria e nos farão felizes; no entanto, poucos (mas muito poucos mesmo!) param para meditar e para definir em que consiste a alegria e a felicidade para si, na sua realidade local, social, cultural e financeira.

Apesar de termos que admitir que a sensação de bem-estar, que muitas vezes definimos como “felicidade”, é algo abstrato e até filosófico, bastar-nos-ia uma rápida reflexão para que qualquer de nós concluísse que a nossa alegria (sensação ‘eufórica’ momentânea), ou que a nossa felicidade (sensação de harmonia e bem-estar relativamente estável), depende diretamente da faixa etária e das condições que vivenciamos no momento. Para um recém nascido, a felicidade bem poderia ser definida como um cheiroso banho, roupas limpas, uma substancial mamadeira e o colo da mãe, ao passo que para uma criança de 10 anos de idade, a felicidade já se tornaria um tanto mais complexa e poderia, talvez, ser a espera e a chegada do pai (ou da mãe), no final do dia, a hora do recreio, na escola, o dia do seu aniversário e assim por diante. Para um adolescente, a felicidade poderia ser o encontro com a(o) namorada(o), as férias escolares, a formatura. Depois viria um belo carro, o casamento, sucesso pessoal, aquisições, viagens e lazer invejáveis, o casamento dos filhos, a chegada dos netos, aposentadoria, enfim, uma interminável lista de coisas, momentos, eventos e condições que são comumente considerados como fontes de prazer e também como condições para a felicidade do homem.

Muito embora todos já tenhamos ouvido que a verdadeira felicidade não consiste no “ter”, e sim no “ser”, parece que o consenso geral é de que o importante é primeiro “ter” toda sorte de bens e, depois, “ser” feliz. A princípio a idéia não está de todo errada, porque não há nada de mal em termos e em possuirmos bens materiais e nem em desfrutarmos dos bens que possuímos; o grande problema é que nada no universo é ou vem de graça, sem qualquer custo; e muitos, na ânsia do “ter”, literalmente se vendem, vendem a família, os amigos, vendem o seu tempo de descanso necessário, trocam tudo, todos e qualquer coisa por dinheiro, posses, poder, influência. E depois de tudo gasto, tudo vendido, essa pessoa vai ser feliz quando? Feliz com o quê? E, o que é pior, feliz com quem?

Muitas pessoas se iludem, constantemente, tentando acreditar que, apesar de hoje não, amanhã elas serão felizes... Acontece que dificilmente alguém poderá ser feliz amanhã, se não estiver sendo feliz hoje! Feliz consigo mesmo, feliz com a família, feliz com os amigos, feliz com o Criador. Deus, quando nos fez, Ele não nos preparou para sermos máquinas insensíveis que trabalhasse dia e noite, sem descanso, sem refrigério, máquinas implacáveis e que trucidem umas às outras, máquinas insaciáveis e irracionais!

Usando a razão e também a fé, é importante que consideremos o relato bíblico que diz que a nossa comunhão com o Criador e a nossa felicidade, conforme planejada por Deus, foram interrompidas em consequência da entrada do pecado na raça humana. Uma vez isso posto, é fácil concluirmos que a verdadeira felicidade depende, primeiramente, da restauração da nossa comunhão com Deus, o nosso Criador; e, depois, da nossa comunhão com os familiares, com os amigos, sem esquecermos do cumprimento das nossas obrigações e responsabilidades, sejam elas familiares, sociais, éticas ou profissionais.

Se o princípio da felicidade é ser feliz, então, seja feliz... Hoje!

23/02/2010 - Enih Gil’ead

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